segunda-feira, setembro 24

EXPOSIÇÃO EM S.B. DE MESSINES EVOCANDO O REMEXIDO

EXPOSIÇÃO EM S.B. DE MESSINES EVOCANDO O REMEXIDO
Teodomiro Neto traçou o perfil do famoso algarvio
Foi com o intuito de dar a conhecer informações relativas à passagem do Remexido pela localidade de Loulé, Lagoa e a sua ligação a São Bartolomeu de Messines, que a Junta de Freguesia reuniu em exposição, vários objectos ligados à vida do “Remexido”. A exposição vai estar patente até ao próximo dia 13 de Outubro. Presentes na inauguração, estiveram o presidente da Junta de Freguesia, José Vítor Lourenço, o delegado Regional da Cultura do Algarve, Gonçalo Couceiro, o presidente da Assembleia Municipal de Silves, João José Ferreira, bem como Domingos Garcia, vereador da Câmara Municipal de Silves. Após uma explicação sobre a exposição, a cargo de Aurélio Cabrita, investigador de história local e regional, foi tempo de discursos. O primeiro a agradecer a presença de todos e a manifestar o agrado por ter na sua freguesia este exposição, foi o presidente da Junta, uma vez que “esta personagem tem uma forte ligação a Messines e faz todo o sentido, expôr artigos seus aqui”. O presidente fez questão de mencionar o apoio “dos municípios de Beja, Loulé, Lagoa e Silves, pois sem eles não seria possível reunir aqui todas estas peças ligadas ao Remexido”, agradecendo ainda “ao Museu Etnográfico do Trajo Algarvio e a todos os que colaboram nesta exposição”. José Vítor Lourenço referiu ainda que haverá outros eventos associados à exposição. Um dos dias será dedicado à narração de contos, elaborados por crianças e animadores no ATL da Casa do Povo de S. Bartolomeu de Messines. Também será levada a palco uma peça de teatro intitulada “O Remexido”, no dia 4 de Outubro, bem como uma palestra de António Monteiro Cardoso, autor de “A Guerrilha do Remexido”, livro que será reeditado com o apoio da Junta de Freguesia, um dos motivos de grande orgulho do presidente. Gonçalo Couceiro enalteceu esta exposição “que fala de lutas, ideais, sentimentos, da tolerância das pessoas ou da falta dela, um problema que ainda está patente nos nossos dias”, deixando o apelo para que esta exposição passe por outros locais. Também o presidente da Assembleia Municipal mencionou a importância “desta iniciativa de louvar, pois é uma oportunidade de conhecermos o nosso passado e de pegar nele para pensar no futuro”, opinião partilhada por Domingos Garcia, sendo esta “uma história que faz parte do nosso concelho e, sobretudo, da freguesia de S. Bartolomeu de Messines”. Foi a Teodomiro Neto, historiador messinense, que coube palestrar, neste primeiro dia de exposição, sobre a vida do “Remexido”. Começou por dizer que “esta é uma figura ilustre, conhecida pelas más experiências que deixou na nossa terra, contudo, faz parte da nossa história. Cresci a ouvir falar nele, por histórias contadas pela minha mãe que, por sua vez, já as ouvia dos seus avós”, dando a percepção de que é uma figura histórica de que faz todo o sentido falar. Continuou, contando a história de José Joaquim de Sousa Reis, conhecido por ter defendido a causa de D. Miguel, iniciando uma guerrilha no Algarve. Conta a história que nasceu em Estômbar, no dia 19 de Outubro de 1796, e ficou órfão muito novo, tendo sido entregue ao seu tio, o prior de Alcantarilha. Devido à sua persistência no casamento com Maria Clara Machado Bastos, ao qual o seu tio se opunha, começou a ser apelidado de «Remexido». Interessou- se pelo desenvolvimento de São Bartolomeu de Messines, promovendo a criação de uma escola, de um forno comunitário e da feira de Nossa Senhora da Saúde, instituída em 1825. Durante a Guerra Civil, entre 1832 e 1834, o «Remexido » defendeu D. Miguel, tomando partido pelos Absolutistas. No 24 de Abril de 1834, no Sítio da Ermida de Sant’Ana, em Messines, confrontaram-se as duas facções políticas. Os Liberais foram derrotados nesta confronto algarvio, mas diferente foi o desfecho da guerra civil a nível nacional, já que a 26 de Maio de 1834 os Absolutistas renderam-se. Assim, o «Remexido» tentou regressar ao seu quotidiano, mas os ódios da Guerra Civil não lho permitiram. Refugiou-se então numa caverna e mais tarde organizou uma guerrilha que se desenvolveu no Algarve e Baixo Alentejo. “Remexido” resistiu, mas acabou por ser preso a 28 de Julho de 1838 e fuzilado em Faro, a 2 de Agosto de 1838.


In A Avezinha

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3 comentários:

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Anónimo disse...

mas que paneleiragem de propagandas sao estas nest blog como vcs permitem isto ... ???

tou Marafado !!!

Anónimo disse...

Então, agora, já se dão ao luxo de fazer um blog acerca de um assassino?
É inacreditável.